Material particulado

Monitoramento contínuo de material particulado: MP1, MP2,5, MP4 e MP10

Poeira também gera reclamação, condicionante de licença e autuação — e a campanha periódica quase nunca está medindo na hora do evento. A SmartCompost lê as quatro frações de particulado no mesmo dispositivo que monitora gases odorantes e meteorologia: um ponto de medição, um raster, um relatório.

As quatro frações

O que cada fração revela sobre a sua operação

MP10

Partículas inaláveis

Poeira de tráfego de máquinas e caminhões, manuseio e ressuspensão de vias. É a fração que a vizinhança enxerga na janela e no varal — a origem mais comum de reclamação por poeira.

MP2,5

Fração fina

Associada a combustão e processos térmicos, penetra profundamente no sistema respiratório. É o foco dos novos padrões de qualidade do ar da CONAMA 506/2024, alinhados às referências internacionais de saúde.

MP4

Fração respirável

A fração de referência em avaliações de exposição respirável. Ler MP4 junto das demais frações ajuda a caracterizar o tipo de fonte — mecânica ou térmica — que domina cada evento.

MP1

Fração ultrafina

Partículas submicrométricas de combustão e secagem em alta temperatura. Sua presença aponta para fontes térmicas específicas — informação valiosa para atribuir origem quando há mais de uma fonte no entorno.

Contínuo × campanha

O evento que a campanha não pega

O mercado ainda trata particulado como item de campanha: medições periódicas de poucos dias, previstas na licença conforme a CONAMA 491/2018 — e agora com padrões mais rigorosos de MP10 e MP2,5 na CONAMA 506/2024. O problema é estatístico: a reclamação de poeira nasce de um evento — vento forte na frente de operação, secador em pico, via sem umectação — e a chance de a campanha estar medindo naquela hora é mínima.

O monitoramento contínuo inverte a lógica: registra as quatro frações 24/7, com alerta quando a tendência sobe e histórico auditável de cada pico, com vento e contexto meteorológico. A campanha atende ao rito; o contínuo protege a operação no intervalo entre uma campanha e outra.

Atribuição de fonte

De quem é a poeira? O vento responde

Em regiões com mais de uma fonte — obra vizinha, via não pavimentada, outra planta — a pergunta que decide a autuação é de onde veio a poeira. Cruzando o pico de particulado com a direção e a velocidade do vento no instante do evento, e comparando o perfil de frações (mecânica × térmica), o histórico aponta a origem com evidência — a favor ou contra cada hipótese, mas sempre com dado.

Onde a poeira aparece

Particulado por setor — junto com o odor

Aterros sanitários e usinas de resíduos

Tráfego de máquinas na frente de operação, vias internas e ressuspensão

Monitoramento em aterros →

Compostagem industrial

Revolvimento de leiras, peneiramento e expedição de composto

Monitoramento na compostagem →

ETEs

Desidratação e secagem de lodo, tráfego de caminhão-tanque

Monitoramento em ETEs →

Frigoríficos e graxarias

Pátio, secadores de farinhas e expedição

Caso de uso do setor →

CDR e coprocessamento

Moagem, secagem e blendagem de combustível derivado de resíduos

Caso de uso do setor →

Perguntas frequentes

Material particulado: o que mais perguntam

Quais frações de material particulado são monitoradas?

Quatro frações simultâneas: MP1, MP2,5, MP4 e MP10. A leitura conjunta permite diferenciar poeira mecânica (tráfego, manuseio — dominante em MP10) de emissão térmica (combustão, secagem — dominante nas frações finas), o que ajuda a apontar a fonte de cada evento.

O monitoramento contínuo substitui a campanha periódica exigida na licença?

Complementa. Onde a licença exige campanha periódica de amostragem em fonte fixa, ela continua valendo — mas campanhas retratam poucos dias por ano, e o evento que gera reclamação raramente acontece no dia da coleta. O contínuo cobre as horas restantes: registra o pico, o horário e o vento, e transforma a poeira num dado defensável.

Como provar que a poeira da reclamação não veio da minha operação?

Cruzando o pico de particulado com a direção e a velocidade do vento no momento exato. Se o vento soprava da sua operação para o reclamante durante o pico, o dado confirma a contribuição; se soprava de outra fonte da região, o dado descarta — evidência que uma campanha pontual não consegue produzir.

Particulado e odor são medidos no mesmo equipamento?

Sim — é o diferencial da plataforma. O mesmo ponto de monitoramento lê gases odorantes (NH₃, H₂S, CH₄, TVOC), as quatro frações de material particulado e a meteorologia local, e tudo entra no mesmo raster e no mesmo relatório. Uma contratação, em vez de um fornecedor para poeira e outro para odor.

O que muda com a CONAMA 506/2024?

A resolução atualizou os padrões nacionais de qualidade do ar, com limites mais rigorosos para MP10 e MP2,5 alinhados às referências internacionais de saúde, e estados já vêm adotando os novos valores. Na prática, a régua do entorno ficou mais exigente — e operações com fontes de poeira passam a se beneficiar de histórico próprio antes que a fiscalização aponte.

Quantos pontos de medição uma operação precisa?

Depende do perímetro, das fontes de poeira e da posição da vizinhança sensível. Como referência, as operações combinam de 2 a 15 pontos entre limite de propriedade e fontes internas — o dimensionamento é feito a partir do layout antes de propor a configuração.

Poeira e odor, um único monitoramento

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